I Seminário PlanUrbi consolida debate sobre planejamento urbano inteligente

Evento discutiu inovação, legislação e inteligência artificial no planejamento das cidades.

Mais de 100 pessoas participaram, na última quarta-feira (13), do I Seminário PlanUrbi – Planejamento Territorial: suas implicações e correspondências, realizado pela Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão de Alagoas (FEPESA) no auditório do CREA/AL, em Maceió. O espaço ficou completamente lotado para receber um público formado por gestores, especialistas, acadêmicos e representantes da sociedade civil.

O evento foi um marco na troca de conhecimentos e experiências sobre planejamento urbano, cidades inteligentes e as legislações que regem o ecossistema urbano. A programação contou com oito palestras, apresentando desde conceitos e metodologias até casos práticos, como o piloto do PlanUrbi que já está em andamento na Barra de São Miguel.

Entre as novidades, o público conheceu a Bárbara, assistente de inteligência artificial que fará a ponte entre as ações do projeto e a população. Os conteúdos foram distribuídos em três blocos, intercalados por sessões de perguntas e respostas feitas diretamente no portal do PlanUrbi, por meio de QR Codes espalhados pelo auditório.

O diretor-presidente da FEPESA e coordenador geral do PlanUrbi, Ricardo Wanderley, celebrou o sucesso da iniciativa. “Nós conseguimos alcançar exatamente o que pretendíamos: provocar essa discussão no debate público sobre planejamento. É um tema muitas vezes deixado de lado, mas que com o esforço da FEPESA, dos palestrantes e com o apoio CREA, conseguimos colocar em pauta”, afirmou.

Entre os destaques, a palestra de encerramento foi ministrada pelo arquiteto e urbanista Mário Beznos, referência nacional em planejamento regional e urbano, com mais de 50 anos de experiência.

No primeiro bloco, a arquiteta e urbanista Melissa Mota, coordenadora técnica do PlanUrbi, abordou os conceitos e diretrizes que orientam o projeto. “Reunimos profissionais de geoprocessamento, urbanismo e direito para pensar juntos soluções inclusivas para o planejamento urbano e territorial. Esse é só o começo, vamos ampliar esse debate”, destacou.

A cientista da computação Raquel Cabral, coordenadora de tecnologia do PlanUrbi, explicou como a inteligência artificial está sendo usada no projeto. “Estamos coletando dados dispersos e transformando em informação útil para a gestão municipal, com dashboards e ferramentas que apoiam decisões estratégicas”, disse.

Já a registradora civil e tabeliã Karoline Mafra, uma das palestrantes, falou sobre o papel da regularização fundiária. “Regularizar núcleos urbanos informais é garantir cidadania, moradia digna e senso de pertencimento, fortalecendo a economia local e o desenvolvimento sustentável”, ressaltou.

O evento também contou com palestras da advogada Andressa Targino, sobre impactos tributários do planejamento urbano; da arqueóloga Rute Barbosa, sobre mapeamento georreferenciado; e da advogada Paloma Tojal, sobre a parceria entre planejamento urbano e gestão municipal.

Ainda segundo Ricardo Wanderley o seminário inaugura um ciclo de encontros. “Hoje semeamos um projeto mais amplo. Esse é o primeiro de uma série de eventos que pretende criar um fórum permanente de discussão sobre a produção das nossas cidades. Vamos continuar mobilizando e engajando todos nesse debate”.

O encerramento foi marcado por um happy hour na Toca do Calango, no bairro do Jaraguá, ao som das bandas Caetech e Expresso 59.